quarta-feira, 2 de junho de 2010

5.2

Do nada tudo ficou negro, assustador, gotas enormes que doíam ao encostar suavemente na pele. Na verdade não vi, não vi e nem senti. Era um torpor e o desmaio aconteceu antes mesmo que se pudesse considerar noite e nada diferente...música, música e sonho.
A confusão de direções e tentativa de achar o melhor ritmo, de adaptar a tal maneira, ambas as partes tentavam.Teria sido engraçado se não fosse a primeira vez,em outras épocas a vez decisiva.
Duvidei que fosse acontecer outra vez, certamente se tivesse levado em consideração apenas minha opinião nunca mais me enfiaria naquela confusão de lados e na poça de vontade de acertar.
Mas não foi isso que aconteceu, mais uma vez, e mais uma e mais uma e o ritmo perfeito. Nossa quem diria que aprender a dançar à passos lentos levaria ao maior espetáculo de Ballet. E toda vez o dia se repete mas nunca mais foi como aquele agora claros ou pelo menos não tão escuros mas certamente mais doces.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Nem tudo nem nada.

Hoje vejo, não dei a devido importância quando me falaram pra ter cuidado com o que desejava porque um dia podia obter.Não me lembro quem falou isso, mas sei que alguém falou e foi dentro de dois anos, até menos.
Não vou dizer que estou com TUDO o que queria mas já ta dando pro gasto... ou não.
Passei alguns anos fazendo planos e desejando fervorosamente algumas 'conquistas', tive e hoje não me enchem os olhos.
Ambição talvez mas acredito que não seja esse o caso e sim 'nunca está satisfeita com o que tem', é que nem brinquedo quando se é criança, tanto se quer e quando consegue perde a graça. Mas quando se é criança é só deixar o brinquedo de lado, será que tem como eu deixar tudo de lado e sair pra brincar?
Não tem como ter tudo ao mesmo tempo e ai começam as escolhas, nunca fui boa nisso. É muita indecisão pra uma pessoa só, opções tentadoras que enchem os olhos de muitos mas descobrir qual a melhor ou o melhor custo benefício não é mole.
Sofrer por antecipação também não ajuda mas é inevitável,sei nem se a dedicação é válida. Rebeldia quando conseguir e insatisfação quando não. Tudo por culpa de Deus, quando sim e quando não.. coitadinho!
Tem as prioridades,aquelas que não trocam pro nada mas.. quais são as prioridades? Mais trabalho pela frente, não imaginei que daria tanto trabalho, trabalho pra rezar, trabalho pra pedir, pra agradecer e dispensar.
Tem quem diga que se arrepende apenas do que não fez, pois eu não, me arrependo do que posso vir a fazer e do que não também, não tem como ser adivinha! Pra não errar, a parada é pensar bastante, bem direitinho sobre as opções, mas é que já venho pensando a tanto tempo que agora tenho até preguiça, o assunto já virou chato e fora de moda, saiu um carrinho bem mais moderno e a Barbie agora fala, não preciso mais dos planos velhos.
O problema é que a tecnologia é muito demorada pra ficar acessível, e o longo prazo me assusta, melhor resolver logo as coisas.
São muitos fatores relevantes que antes não existiam ou talvez estivessem escondidos ou até mesmo não estava dando o devido valor às coisas. O fato é que hoje a incerteza toma espaço num mundo no qual ela simplesmente não existia e brotou junto com tudo aquilo que desejei, acho que quis demais, pedi demais e consegui demais.. agora tenho que escolher demais, pensar demais e dispensar demais.
Me lembro do tempo que fazia das 24 horas durarem 36, colocando o mundo nas mãos e abraçando à moda Felícia, ainda apertava-lhe as bochechas, mas o mundo ficou muito grande, excesso de Toddynho talvez, mingau ou fermento mas cresceu tanto que agora só posso ver um dos lados, se faço carinho em um deles tenho que vira-lo para fazer no outro. Injustiça total.
Eram não sei quantos cursos, disciplinas, estudos...E tudo andava, não às mil maravilhas mas andava, hoje capengando se arrasta com o peso do dia que terei que decidir o que mais importa.
Até lá,bem....sei lá.

sábado, 22 de maio de 2010

"Como eu sei? Eu só sei."

Enrola tudo pra passar, grita baixo pra eu não olhar, finge de morto pra viver, ressuscita aos poucos pra deixar morrer.
Choro calada pra gritar, durmo de olhos abertos pra descansar.
Cai aos poucos pra sarar, sorri pequeno pra esconder mas tudo bem, me recusaria a saber.
Repete sempre pra esquecer só nunca esquece de lembrar, apaga sempre pra eu ver, mente alto pra acreditar.
Burra pra mais saber, inteligente sem se enganar.
Grande pra morrer, estático pra andar, mesquinho pra crescer mas presente pra irritar.

Tudo é saudade?

Pretextos, são falas idiotas, obviamente idiotas, repetidas por quantas vezes forem necessárias por meros minutos de atenção.

EU ACHO.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Eu te ...

Eu tenho medo, mas tanto medo de um dia não ter a oportunidade de dizer tudo que penso, tudo que sinto. Tenho medo de por medo deixar passar o tempo e ter me calado.
Talvez pelo fato de ser tão apegada às pessoas. Poucas ,é bem verdade, mas muito apegada.
Ao sair, se tiver esquecido, volto para um beijo ou para um tchau, talvez o último.
Sempre acreditei que o último pedaço fosse o mais gostoso assim como o último biscoito e o último bombom da caixa,por isso quero que assim seja o tão inesperado último beijo.
Não quero que as coisas acabem sem que eu diga 'eu te amo' e por isso vou repetir tantas e tantas vezes mesmo que pra mim, em pensamento, sem que você escute. Mas o que quero realmente é que ouça cada palavra do digo, mesmo que elas estejam sendo emitidas pela minha vontade de falar. É que as vezes me falta coragem , tenho vergonha ou qualquer coisa assim... juntamente com todos os pedidos de desculpas que pelo meu orgulho bobo não pude dar.
Apesar dos últimos serem sempre os melhores tenho plena consciência que o último momento será o mais doloroso e por isso quero sentir cada vez a alegria da presença.Presença de todos aqueles que amo e por vezes falei isso à eles, e de todos que amo mas nunca tive coragem de dizer, esses são muitos e eu tentei diversas vezes mas as palavras ficam presas ou saem em tamanha velocidade que não consigo recuperá-las para pronunciá-las. Mas a verdade é essa, posso não falar alto o suficiente para os seus ouvidos mas meu coração berra para os seus sentidos.

Quando eu lembro de sorriso.

E eu tive tanta raiva daquela que combinava a sombra dos olhos com a cor da camisa. Eita coisa cafona.
Como podia? Eu que demorei tanto pra nada e tão rápido havia conseguido tudo. Bem verdade é que demorei mas não tinha certeza e quando vi a sombra de olhos com a camisa, fiquei mais certa que nunca.
Era orgulho, vontade, ou simplesmente capricho, acredito mais que tenha sido capricho. Mas pouco importa porque nunca vi problema com isso. Quem vai negar que um dia já quis algo pelo simples fato de querer.
E eu quis aquela cor exótica, tarde demais. Senti raiva e falei mal, mas sempre soube que não era para isso que combinávamos. Era pra te xingar, pra rir e pra falar sempre das mesmas coisas. As piadinhas de time que já eram mais que ultrapassadas.
Ah! E quando lembro da saída mais absurda de todas! rs
Me virei em mil pra estar naquele lugar e lá foi que entendi que o tempo passa num piscar de olhos!A noite passou em meio piscar de olhos...
E nada aconteceu, era uma lentidãooooo. Nem acreditei no fim!
Mas nunca teve fim....a maquilagem chegou e trocou tudo mas a luz que nasceu no grande mármore branco me deixou até feliz!
Não é de hoje e eu sei, é diferente mas bom. Não precisa da presença, vai além da sensibilidade.. é com poucos, mas foi assim.

Falando o que não digo.

Não escrevo para que leiam ou para que gostem.
Escrevo simplesmente por escrever, pra traduzir em palavras essa confusão de pensamentos que me toma e nunca sei onde começa e onde acaba.A forma que encontrei de tentar entender o que sinto e lembrar do que senti.
Não procuro ficar relendo, sentimos ruins também são traduzidos e é bom deixar que se apaguem. Sempre aprendi que se deve perdoar e não esquecer mas é um estágio muito superior a mim!
Não procuro a perfeita ortografia e nem o mais culto português. Poderia ser até na língua do P , contanto que fosse uma forma de falar à mim um oi ou um adeus.
São tantas coisas a serem ditas mas meus pequenos dedos não conseguem colocá-las e nem meus pensamentos conseguem organizá-las.
Não acredito que tenha sido poeta ou escritora em vidas passadas. Certamente que não, o pensamento vai muito mais rápido e ainda não inventaram palavras que expressassem tudo. Tenho pensado em fazer uma nova língua, talvez assim conseguisse dizer exatamente o que quero sem que me faltassem as palavras.